A fartura do milho também invadiu a minipadoca, é festa! Já teve milho verde cozido, é claro, suco, curau, suflê, pudim, sorvete, chipa guazú (prato tradicional do Paraguai e nordeste da Argentina - é uma torta de milho verde com cebola e queijo, deliciosa!) e agora o pão de milho assado com fermento selvagem. Explico: o milho é assado antes de ser incorporado ao pão.
Testamos e ficou assim! Logo, logo entra no nosso cardápio.



Os maias chamavam o milho de alimento dos deuses, mas ainda bem que nós, mortais, conseguimos plantar, comer e repetir.
Nas minhas lembranças, esse ingrediente - sob forma de farinha - sempre esteve presente na despensa, no fogão, na mesa e no prato, principalmente como polenta que comíamos em casa e sendo filha de descendentes de italianos de Santa Catarina não podia ser diferente e é assim ainda hoje. No meu tempo pra ser forte e saudável tinha que comer polenta senão não teríamos força pra encarar os dias.
A farinha vinha e vem de um moinho de pedra (atafona, ou tafona no popular) das proximidades e resulta numa polenta lisa e macia, de sabor mais acentuado, bem diferente daquelas farinhas industriais ou da herege polentina transgênica.


E antes que o milho acabe vai ter o festival da pamonha!
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