terça-feira, 3 de março de 2015

festival do milho

O milho verde está espalhado pelos caminho por onde passamos, plantações e plantações, alguns já estão no ponto, uns já passaram e outros estão com as bonecas de cabelo dourado, sinal de que o verão vai chegando ao fim, que pena!

A fartura do milho também invadiu a minipadoca, é festa! Já teve milho verde cozido, é claro, suco, curau, suflê, pudim, sorvete,
chipa guazú (prato tradicional do Paraguai e nordeste da Argentina - é uma torta de milho verde com cebola e queijo, deliciosa!) e agora o pão de milho assado com fermento selvagem. Explico: o milho é assado antes de ser incorporado ao pão.

Testamos e ficou assim! Logo, logo entra no nosso cardápio.







Os maias chamavam o milho de alimento dos deuses, mas ainda bem que nós, mortais, conseguimos plantar, comer e repetir.

Nas minhas lembranças, esse ingrediente - sob forma de farinha - sempre esteve presente na despensa, no fogão, na mesa e no prato, principalmente como polenta que comíamos em casa e sendo filha de descendentes de italianos de Santa Catarina não podia ser diferente e é assim ainda hoje. No meu tempo pra ser forte e saudável tinha que comer polenta senão não teríamos força pra encarar os dias.

A farinha vinha e vem de um moinho de pedra (atafona, ou tafona no popular) das proximidades e resulta numa polenta lisa e macia, de sabor mais acentuado, bem diferente daquelas farinhas industriais ou da herege polentina transgênica.






E pra completar aqui tem uma foto de um moinho antigo que fica na atafona onde compramos a farinha de milho.





E antes que o milho acabe vai ter o festival da pamonha!


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