quinta-feira, 19 de março de 2015
os primeiros ares do outono sopram na soleira da minipadoca
e na cabeça as ideiazinhas já estão fermentando.
sábado, 14 de março de 2015
as aroeiras e um pão de pimenta rosa

Não podemos ver nada por aí, crescendo, dando frutos no mato ou na horta que já vira experiência na minipadoca. Árvores no bosque com frutos rosadinhos? Pimenta rosa? Vixe, daí é um prato cheio, ou melhor, um pão para encher um prato. É pra já que vira um experimento na minipadoca.
E também não podemos ver pimenta que já queremos testar nosso paladar e essa encanta pela sua sutileza.
Para ir aquecendo para o outono, pão com pimenta rosa:

Nessa época do ano as aroeiras, nome comum de várias espécies de plantas como a Myracrodruon urundeuva (aroeira legítima ou aroeira-do-sertão) e Schinus terebinthifolius (aroeira-vermelha), estão com seus frutos a todo vapor enfeitando o bosque.


E também não podemos ver pimenta que já queremos testar nosso paladar e essa encanta pela sua sutileza.
Para ir aquecendo para o outono, pão com pimenta rosa:

Nessa época do ano as aroeiras, nome comum de várias espécies de plantas como a Myracrodruon urundeuva (aroeira legítima ou aroeira-do-sertão) e Schinus terebinthifolius (aroeira-vermelha), estão com seus frutos a todo vapor enfeitando o bosque.


terça-feira, 3 de março de 2015
festival do milho
O milho verde está espalhado pelos caminho por onde passamos, plantações e plantações, alguns já estão no ponto, uns já passaram e outros estão com as bonecas de cabelo dourado, sinal de que o verão vai chegando ao fim, que pena!
A fartura do milho também invadiu a minipadoca, é festa! Já teve milho verde cozido, é claro, suco, curau, suflê, pudim, sorvete, chipa guazú (prato tradicional do Paraguai e nordeste da Argentina - é uma torta de milho verde com cebola e queijo, deliciosa!) e agora o pão de milho assado com fermento selvagem. Explico: o milho é assado antes de ser incorporado ao pão.
Testamos e ficou assim! Logo, logo entra no nosso cardápio.



Os maias chamavam o milho de alimento dos deuses, mas ainda bem que nós, mortais, conseguimos plantar, comer e repetir.
Nas minhas lembranças, esse ingrediente - sob forma de farinha - sempre esteve presente na despensa, no fogão, na mesa e no prato, principalmente como polenta que comíamos em casa e sendo filha de descendentes de italianos de Santa Catarina não podia ser diferente e é assim ainda hoje. No meu tempo pra ser forte e saudável tinha que comer polenta senão não teríamos força pra encarar os dias.
A farinha vinha e vem de um moinho de pedra (atafona, ou tafona no popular) das proximidades e resulta numa polenta lisa e macia, de sabor mais acentuado, bem diferente daquelas farinhas industriais ou da herege polentina transgênica.

E pra completar aqui tem uma foto de um moinho antigo que fica na atafona onde compramos a farinha de milho.

E antes que o milho acabe vai ter o festival da pamonha!
A fartura do milho também invadiu a minipadoca, é festa! Já teve milho verde cozido, é claro, suco, curau, suflê, pudim, sorvete, chipa guazú (prato tradicional do Paraguai e nordeste da Argentina - é uma torta de milho verde com cebola e queijo, deliciosa!) e agora o pão de milho assado com fermento selvagem. Explico: o milho é assado antes de ser incorporado ao pão.
Testamos e ficou assim! Logo, logo entra no nosso cardápio.



Os maias chamavam o milho de alimento dos deuses, mas ainda bem que nós, mortais, conseguimos plantar, comer e repetir.
Nas minhas lembranças, esse ingrediente - sob forma de farinha - sempre esteve presente na despensa, no fogão, na mesa e no prato, principalmente como polenta que comíamos em casa e sendo filha de descendentes de italianos de Santa Catarina não podia ser diferente e é assim ainda hoje. No meu tempo pra ser forte e saudável tinha que comer polenta senão não teríamos força pra encarar os dias.
A farinha vinha e vem de um moinho de pedra (atafona, ou tafona no popular) das proximidades e resulta numa polenta lisa e macia, de sabor mais acentuado, bem diferente daquelas farinhas industriais ou da herege polentina transgênica.


E antes que o milho acabe vai ter o festival da pamonha!
quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015
pão de castanhas portuguesas
É tempo de castanhas portuguesas e do pé para o pão foi rapidinho!
E uma diversão, pois nunca dantes estivemos tão perto de uma castanheira portuguesa.


Sabe-se que há alguns séculos, as castanhas eram um alimento básico em muitas partes da Europa e as castanheiras eram conhecidas como "Árvore do pão", bacana esse nome, embora suas sementes não contenham glúten.
As castanhas eram moídas e viravam farinha e foi aí que nos inspiramos para fazer este pão.
Primeiro passo, colher os ouriços, depois descascar, torrar e moer! Colher é moleza, umas espinhadas aqui, outras ali, mas descascar é a parte mais difícil. Se tu tiveres uma dica de como diminuir esse trabalho, por favor, conte-nos.
E dá-lhe dobrar o pão e depois que o relógio dobrou muitas vezes, ei-lo:



Mas o trabalho vale a pena, pois as sementes da Castanea sativa possuem um alto teor de fibras e um baixo teor de gordura quando comparada com outras castanhas comestíveis, é rica em vitaminas E e C e, ainda, duram de 3 a 6 meses congeladas.
farinha de castanha portuguesa
- Aqueça o forno a 200ºC , limpe e faça cortes nas castanhas para que elas não explodam, espalhe na assadeira e deixe por aproximadamente 30 min.
- Descasque enquanto estiver morna, espere esfriar bem e moa no processador ou liquidificador.

Aqui tem uma receita um pouquinho diferente da que nós fizemos.
domingo, 1 de fevereiro de 2015
estações: degustação de pães no verão



A minipadoca Panerama terá 2 degustações de pães ainda no verão.
A primeira será em 21 de fevereiro e a segunda em 14 de março.
Serão 6 comensais em cada e o cardápio é esse:
Entrada:
baguette integral de levain (fermento natural) e para acompanhar chutney fresco de manga e chutney de tomate.

Principal:
sanduíche na ciabatta integral de levain com os recheios: guacamole, cogumelos com alho puxados no ghee, beringela grelhada, folhas verdes (alface ou radicchio ou escarola ou rúcula), uma fruta (pêssego, pera) grelhada e para finalizar uma fatia de provolone.



E como sobremesa:
doce de abóbora com cardamomo, coberto com creme de leite e nozes moídas.

Custo: R$ 35,00
Bebidas (custo à parte): cervejas artesanais, vinho branco, chai gelado e lassi (suco com iogurte natural)
A primeira será em 21 de fevereiro e a segunda em 14 de março.
Serão 6 comensais em cada e o cardápio é esse:
Entrada:
baguette integral de levain (fermento natural) e para acompanhar chutney fresco de manga e chutney de tomate.

Principal:
sanduíche na ciabatta integral de levain com os recheios: guacamole, cogumelos com alho puxados no ghee, beringela grelhada, folhas verdes (alface ou radicchio ou escarola ou rúcula), uma fruta (pêssego, pera) grelhada e para finalizar uma fatia de provolone.



E como sobremesa:
doce de abóbora com cardamomo, coberto com creme de leite e nozes moídas.

Custo: R$ 35,00
Bebidas (custo à parte): cervejas artesanais, vinho branco, chai gelado e lassi (suco com iogurte natural)
Reservas pelo e-mail panerama.paes@gmail.com
Nossos ingredientes são, sempre que possível, orgânicos, de produtores locais e de nossa própria horta.
Nossos ingredientes são, sempre que possível, orgânicos, de produtores locais e de nossa própria horta.
quarta-feira, 24 de dezembro de 2014
nosso primeiro panettone de pasta madre


Estamos comemorando este natal com uma receita tradicional italiana de pasta madre (é assim que chamam na Itália o fermento natural) que adaptamos e o resultado foi este panettone perfumado, de textura sedosa e miolo úmido, traços da longa fermentação de 3 dias.
Ficamos bem felizes com nossos panettoni e brincamos com os sabores: nozes, amêndoas, figo, e claro, as clássicas baunilha em fava, passas e frutas cítricas cristalizadas.
Buon Natale a tutti quanti!
quinta-feira, 11 de dezembro de 2014
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