segunda-feira, 27 de abril de 2015

estações: degustação de pães no outono

Antes que o outono acabe tem comilança na minipadoca com todos os sabores da estação: salgado, picante, amargo, azedo e doce!

Serão três degustações, cada uma com 6 cadeiras disponíveis.

Sábados, 16 e 30 de maio e 13 de junho, a partir das 13:30h

Taí o cardápio com um toque indiano para aquecer:

Tudo começa com uma focaccia de batata doce e lentilha vermelha cremosa com especiarias.





depois é a hora das tartines servidas no pão mourisco com nozes (um pão rústico feito com trigo sarraceno):

tartine de paneer (queijinho indiano leve, feito por nós) e também vai pesto de cebolinha, tomate cru com temperos e especiarias;

tartine de cogumelos: curry de cogumelos com picância suave (curry é um refogado indiano condimentado);

tartine de alho poró caramelizado com espinafre, radicchio comum (todos da horta) e uma polvilhada de parmesão;





e, já que ninguém é de ferro, um docinho pra finalizar:

baguette com halwa de abóbora, um doce indiano que leva ghee (manteiga clarificada), castanha de caju e passas brancas. 

Nos gurdwaras (templos sikhs) a halwa de semolina é tradicionalmente oferecida como alimento sagrado (karah prashad), e é tão gostosa que o devoto come rezando.






Custo por pessoa: R$ 35,00
Bebidas (custo à parte): vinhos, chás e tchai

Todos os pães são de fermentação natural e integrais e, sempre que possível, os ingredientes do cardápio são da estação, orgânicos, da nossa própria horta ou de produtores locais.

Reservas e detalhes pelo email: panerama.paes@gmail.com
ou pelo fone (41)9988-7629



sexta-feira, 24 de abril de 2015

um poema para o outono




O outono taí com tudo. No final da tarde vem um vento frio da serra, uma neblina suave e as folhas das cerejeiras estão se indo. Nos campos, as macelas secam e um velho poema volta:


Dia de outono do Rilke.

Senhor: é mais que tempo. O verão foi muito intenso.

Lança a tua sombra sobre os relógios de sol
e por sobre as pradarias desata os teus ventos.

Ordena às últimas frutas que fiquem maduras;
Dá-lhes ainda mais uns dois dias de calor,
leva-as à completude e não deixes de pôr
no vinho pesado sua última doçura.

Quem não tem casa, não a irá mais construir.
Quem está sozinho, vai ficá-lo ainda mais.
Insone, há de ler, escrever cartas torrenciais
e correr as aleias num inquieto ir e vir
enquanto o vento carrega as folhas outonais.

(Tradução de José Paulo Paes)


Estamos curtindo esse outono com colheita de macela, doces de abóbora, banhos de sol e degustação de pães, é claro!






Peraí, o cardápio de outono tá quase saindo...







sábado, 14 de março de 2015

as aroeiras e um pão de pimenta rosa




Não podemos ver nada por aí, crescendo, dando frutos no mato ou na horta que já vira experiência na minipadoca. Árvores no bosque com frutos rosadinhos? Pimenta rosa? Vixe, daí é um prato cheio, ou melhor, um pão para encher um prato. É pra já que vira um experimento na minipadoca.

E também não podemos ver pimenta que já queremos testar nosso paladar e essa encanta pela sua sutileza.

Para ir aquecendo para o outono, pão com pimenta rosa:






Nessa época do ano as aroeiras, nome comum de várias espécies de plantas como a Myracrodruon urundeuva (aroeira legítima ou aroeira-do-sertão) e Schinus terebinthifolius (aroeira-vermelha), estão com seus frutos a todo vapor enfeitando o bosque.



terça-feira, 3 de março de 2015

festival do milho

O milho verde está espalhado pelos caminho por onde passamos, plantações e plantações, alguns já estão no ponto, uns já passaram e outros estão com as bonecas de cabelo dourado, sinal de que o verão vai chegando ao fim, que pena!

A fartura do milho também invadiu a minipadoca, é festa! Já teve milho verde cozido, é claro, suco, curau, suflê, pudim, sorvete,
chipa guazú (prato tradicional do Paraguai e nordeste da Argentina - é uma torta de milho verde com cebola e queijo, deliciosa!) e agora o pão de milho assado com fermento selvagem. Explico: o milho é assado antes de ser incorporado ao pão.

Testamos e ficou assim! Logo, logo entra no nosso cardápio.







Os maias chamavam o milho de alimento dos deuses, mas ainda bem que nós, mortais, conseguimos plantar, comer e repetir.

Nas minhas lembranças, esse ingrediente - sob forma de farinha - sempre esteve presente na despensa, no fogão, na mesa e no prato, principalmente como polenta que comíamos em casa e sendo filha de descendentes de italianos de Santa Catarina não podia ser diferente e é assim ainda hoje. No meu tempo pra ser forte e saudável tinha que comer polenta senão não teríamos força pra encarar os dias.

A farinha vinha e vem de um moinho de pedra (atafona, ou tafona no popular) das proximidades e resulta numa polenta lisa e macia, de sabor mais acentuado, bem diferente daquelas farinhas industriais ou da herege polentina transgênica.






E pra completar aqui tem uma foto de um moinho antigo que fica na atafona onde compramos a farinha de milho.





E antes que o milho acabe vai ter o festival da pamonha!


quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015

pão de castanhas portuguesas


É tempo de castanhas portuguesas e do pé para o pão foi rapidinho!
E uma diversão, pois nunca dantes estivemos tão perto de uma castanheira portuguesa.






Sabe-se que há alguns séculos, as castanhas eram um alimento básico em muitas partes da Europa e as castanheiras eram conhecidas como "Árvore do pão", bacana esse nome, embora suas sementes não contenham glúten. 

As castanhas eram moídas e viravam farinha e foi aí que nos inspiramos para fazer este pão.

Primeiro passo, colher os ouriços, depois descascar, torrar e moer! Colher é moleza, umas espinhadas aqui, outras ali, mas descascar é a parte mais difícil. Se tu tiveres uma dica de como diminuir esse trabalho, por favor, conte-nos.

E dá-lhe dobrar o pão e depois que o relógio dobrou muitas vezes, ei-lo:






Mas o trabalho vale a pena, pois as sementes da Castanea sativa possuem um alto teor de fibras e um baixo teor de gordura quando comparada com outras castanhas comestíveis, é rica em vitaminas E e C e, ainda, duram de 3 a 6 meses congeladas.


farinha de castanha portuguesa

  • Aqueça o forno a 200ºC , limpe e faça cortes nas castanhas para que elas não explodam, espalhe na assadeira e deixe por aproximadamente 30 min. 
  • Descasque enquanto estiver morna, espere esfriar bem e moa no processador ou liquidificador.




Aqui tem uma receita um pouquinho diferente da que nós fizemos.



domingo, 1 de fevereiro de 2015

estações: degustação de pães no verão





A minipadoca Panerama terá 2 degustações de pães ainda no verão.
A primeira será em 21 de fevereiro e a segunda em 14 de março.


Serão 6 comensais em cada e o cardápio é esse:

Entrada:
baguette integral de levain (fermento natural) e para acompanhar chutney fresco de manga e chutney de tomate.





Principal:
sanduíche na ciabatta integral de levain com os recheios: guacamole, cogumelos com alho puxados no ghee, beringela grelhada, folhas verdes (alface ou radicchio ou escarola ou rúcula), uma fruta (pêssego, pera) grelhada e para finalizar uma fatia de provolone.






E como sobremesa:
doce de abóbora com cardamomo, coberto com creme de leite e nozes moídas.






Custo: R$ 35,00

Bebidas (custo à parte): cervejas artesanais, vinho branco, chai gelado e lassi (suco com iogurte natural)


Reservas pelo e-mail panerama.paes@gmail.com


Nossos ingredientes são, sempre que possível, orgânicos, de produtores locais e de nossa própria horta.